
O mercado global de IT as a Service (ITaaS), deve ultrapassar US$ 500 bilhões até 2026, segundo levantamento da Business Research Insights — impulsionado pela busca das empresas por maior flexibilidade operacional, previsibilidade de custos e atualização contínua da infraestrutura de TI.
O crescimento reflete uma mudança estrutural na forma como a tecnologia é contratada, com menos foco na aquisição de ativos e mais na prestação de serviços.
Tradicionalmente, muitas organizações enfrentam custos elevados porque estruturam sua infraestrutura de TI de forma rígida, com ciclos longos de renovação e pouca capacidade de adaptação. Esse modelo pode resultar em ativos subutilizados, equipamentos defasados e aumento de gastos com manutenção e suporte.
Modelos como o ITaaS mudam essa lógica: em vez de comprar tecnologia, as empresas contratam um serviço que provê, gerencia e atualiza a infraestrutura conforme a necessidade real. Esse movimento já está se consolidando como uma das principais tendências de tecnologia corporativa para 2026, especialmente em áreas críticas como segurança, conectividade e suporte contínuo.
Para João Neto, CRO da Unentel, a adoção do ITaaS é uma questão de alinhar os custos à realidade operacional da companhia. “A forma tradicional de investir em ativos pode criar uma falsa sensação de segurança, quando a infraestrutura não é pensada para sustentar o uso contínuo da tecnologia ao longo do tempo”, afirma.
Ao adotar esse modelo, as empresas reduzem a exposição a investimentos concentrados em ativos físicos de rápida depreciação e ganham maior controle sobre a continuidade da operação, o desempenho da infraestrutura e a previsibilidade financeira, pontos centrais para organizações que dependem da tecnologia no funcionamento diário do negócio.
Fonte: Unentel