“Green IT”, que prega sustentabilidade na tecnologia da informação, ganha espaço para ajudar empresas a reduzir emissões de carbono

Green IT
Imagem: Peach_iStock / Getty Images / Canva

Especialista da NTT DATA apresenta quatro estratégias para uma TI sustentável e que apoia as organizações rumo à “emissão zero” e uma operação mais eficiente

A busca por uma operação mais eficiente e ambientalmente sustentável deve permear todas as áreas de uma empresa que conta com políticas consistentes de ESG. As organizações de todos os setores são cobradas para atingirem a “emissão zero” de carbono. Como resultado, elas têm adotado ações em diversos setores. Uma das áreas que pode ajudar as empresas nesse desafio é o de Tecnologia da Informação graças ao conceito de “Green IT“, ou como algumas organizações vem chamando, de “Sustainable IT“. 

O conceito prega a implementação de soluções, processos e práticas de TI sustentáveis, que minimizam o impacto negativo das operações de TI no meio ambiente – e que, ao mesmo tempo, promovem aumento de eficiência e redução de custos. Na prática, isso significa investimentos em equipamentos mais modernos e arquiteturas mais eficientes – que resultam em menor consumo de energia, maior compartilhamento de servidores e colaboram para aplicações mais leves, ágeis e resilientes. 

A aceleração da transformação digital, a criação de arquiteturas de desenvolvimento sustentáveis (como DevSusOps) e os fortes investimentos na migração de sistemas para a nuvem são algumas das razões pelas quais o Green IT se tornou uma realidade para as empresas. 

De acordo com Pablo Saéz, sócio líder em tecnologias digitais da NTT DATA, uma das maiores consultorias de tecnologia e inovação do mundo, muitas empresas estão saindo do modelo de TI baseado na otimização de custos, consumo de recursos e rendimento para uma TI Digital que tem foco na melhoria de oferta de valor com base na sustentabilidade. 

“Existe agora uma tendência geral para ‘aplicações mais verdes’, que permitem um desenvolvimento compartilhado mais sustentável. Novos padrões de arquitetura mais eficientes estão sendo utilizados desde o momento do desenho da solução, como técnicas, ferramentas e linguagens, o que vem sendo fundamental para o ganho de maturidade sustentável”, explica Saez. 

No entanto, segundo levantamento apresentado na COP 26, realizada em 2021, ainda há muito espaço para evolução dentro da área de TI: enquanto 52% das empresas entendem a transformação sustentável como uma prioridade, somente 18% têm uma estratégia integral de TI Sustentável. 

“Os responsáveis pelas políticas de sustentabilidade das grandes empresas olham para diversos setores, como logística e uso de matérias-primas para reduzir a pegada de carbono, sem perceberem que a área de TI pode ajudar no cumprimento das metas de redução de emissões”, diz Saéz. Os resultados variam de empresa para empresa, mas os ganhos médios de eficiência podem chegar a 30%, segundo o especialista. 

A importância do uso da estratégia de Green IT está em mapear e iniciar as medições de indicadores e objetivos ligados à sustentabilidade em IT para que seja possível identificar os níveis atuais de maturidade da organização e traçar um plano de evolução baseado nas metodologias, ferramentas e padrões existentes e com base nestes parâmetros, acompanhar e reportar as evoluções alcançadas ao longo da jornada. E para as empresas que querem incluir a TI em sua política de ESG, Saéz recomenda quatro estratégias, adaptadas dos 7 R’s de modernização de sistemas para sustentabilidade. São elas:

Reduzir: Redução do consumo de energia e do desperdício de recursos. Isso pode incluir práticas como a virtualização de servidores, a otimização do uso de energia e a redução do número de dispositivos em uso. 

Reutilizar: Utilização de equipamentos e recursos existentes de maneira mais eficiente. Isso pode incluir a reutilização de equipamentos mais antigos, a recuperação de materiais para reciclagem e a utilização de equipamentos de TI ociosos para outras finalidades. 

Reciclar: Recuperação de materiais para utilização em novos produtos. Isso pode incluir a reciclagem de equipamentos de TI, como computadores e telefones celulares, bem como a reciclagem de componentes eletrônicos e baterias. 

Refabricar: Restauração de equipamentos de TI existentes para uso futuro. Isso pode incluir a restauração de equipamentos mais antigos para uso em outros ambientes, como em escolas ou organizações sem fins lucrativos. 

 


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