TI

LGPD: vale a pena terceirizar o serviço de TI para se enquadrar?

Além de gerar economias, a terceirização desse serviço tende a tornar a adequação mais eficiente e célere, uma vez que empresas de outsourcing já dominam os processos de adaptação

Mudanças nas normas vigentes trazem incertezas e questionamentos durante o processo de adaptação. Em vigor desde setembro de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) promoveu mudanças nos mais diversos setores dentro das empresas: desde a captação de dados dos leads, pelo time de marketing e vendas, até a gestão dos processos tecnológicos — todos esses caminhos foram impactados pela nova lei.

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A norma representou grande avanço para o Brasil, especialmente após a revelação, em todos os cantos do mundo, de casos de uso indevido, comercialização e vazamento de dados. Com objetivo de assegurar o direito à privacidade e à proteção de dados pessoais; estabelecer regras claras sobre o tratamento destes, bem como fortalecer a segurança das relações jurídicas, a LGPD mostrou que um dos setores essenciais para uma adequação efetiva à norma é o de Tecnologia da Informação.

“Uma equipe de tecnologia voltada a garantir processos seguros e com o que existe de mais moderno no setor é capaz de estabelecer as melhores práticas de segurança de dados dentro de uma empresa. No entanto, manter um time alinhado, motivado e com boa infraestrutura de trabalho tem um custo altíssimo para um negócio. Hoje, as empresas investem cerca de 8% do faturamento em TI, segundo uma pesquisa da FGVcia. O dado comprova não só a dimensão que a transformação digital tomou em nossas vidas, mas também a responsabilidade desse setor dentro de uma empresa”, explica Manoel Valle, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Serviço de Apoio Administrativo (Abrapsa).

Por isso, muitas companhias optaram por aderir ao outsourcing de TI para melhor gerir o setor internamente, delegando assim, o cuidado com manutenções, gestão de pessoas, atualizações de softwares e, claro, adequação às normas como a LGPD. O outsourcing de TI nada mais é do que a terceirização dos serviços relacionados à tecnologia da informação. Todo empreendedor já pensou em terceirizar um ou mais serviços da sua empresa. Certamente a melhor forma de fazer tal movimento é por meio do estudo e observação dos percalços a serem enfrentados.

“Quando a empresa opta por manter internamente uma equipe, é preciso colocar na ponta do lápis custos como encargos trabalhistas, férias e 13º, além dos custos com os equipamentos e softwares utilizados pelo time. Por ser um serviço especializado, não é raro que o outsourcing de TI se torne mais vantajoso para muitos negócios — especialmente em tempos de adequação às novas exigências, para as quais muitas empresas vêm enfrentando dificuldades”, salienta Valle

Do lado externo da empresa, a importância da Tecnologia da Informação também é percebida. Saber que existe segurança da informação é, hoje, uma prioridade para o consumidor. Segundo o levantamento McAfee Global Trends 2022, há maior risco percebido dos consumidores em relação à exposição e ameaças online. A pesquisa foi realizada em novembro de 2021 e contou com a participação de 10 mil pessoas em diversos países, incluindo o Brasil, revelou que 71% dos entrevistados pagariam 10% a mais por uma compra segura, enquanto apenas 13% disseram que correriam o risco de vazar informações de contato para conseguir uma compra a um preço mais baixo.

Ter garantias do uso seguro do espaço digital é prioridade, e a LGPD mantém relação direta com essa tendência. O ambiente digital precisou ser adaptado para garantir maior segurança e, aos poucos, transformações na maneira de coletar, armazenar e conceder dados foram sendo aplicadas. As dificuldades vivenciadas pelas empresas no processo de adaptação seguem sendo evidenciadas. Um levantamento realizado pela RD Station em 2021 mostrou que as empresas não estão conseguindo se adequar às novas exigências: 93% das quase mil empresas que participaram do estudo dizem conhecer ou pelo menos já ter ouvido falar da LGPD, mas apenas 15% se mostram prontas ou na reta final de preparação, mesmo a lei já prevendo sanções desde o dia 1º de agosto de 2021. 

As multas podem chegar a 2% da receita até o limite de R$ 50 milhões para empresas que não definirem protocolos claros para a proteção dos dados pessoais de consumidores e colaboradores.  Por isso, em casos de percalços para a adequação à nova norma, uma boa estratégia é investir na terceirização deste serviço. Além de gerar economia para a empresa, o processo tende a se tornar mais eficiente e célere, uma vez que empresas de outsourcing já dominam os desafios dessa adaptação. 

*Imagem: Freepik


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