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Como a entrega de software inteligente pode acelerar o sucesso digital

A entrega de software inteligente pode acelerar o sucesso dos negócios na era digital

De Governo à Indústria, a verdade é que a demanda por serviços digitais está aumentando inegavelmente para todos os mercados, em um processo bastante ligado às mudanças de expectativas dos usuários. Afinal de contas, à medida que os consumidores passam a querer e buscar experiências digitais perfeitas, mais as organizações precisam evoluir suas operações para acompanhar este novo cenário. Não por acaso, pesquisas indicam que as maiores empresas globais deverão investir cerca de US$ 1,78 trilhão em ações de transformação digital em 2022, um claro acréscimo em comparação ao montante de US$ 1,31 trilhão registrado em 2020. 

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No entanto, este ritmo acelerado de transformação tem pressionado cada vez mais as equipes de desenvolvimento e operações (DevOps) a se moverem mais rapidamente, sem comprometer a qualidade do serviço entregue aos clientes. Neste ambiente atual, espera-se que essas equipem criem e lancem atualizações incrementais menores para suas aplicações, às vezes com lançamentos várias vezes ao dia. Apenas alguns anos atrás, vale lembrar, as equipes provavelmente entregariam uma grande atualização por trimestre, se tanto. 

Como resultado dessa pressão crescente, temos visto que até mesmo as grandes corporações globais, inclusive nas organizações que são reconhecidas pelos mais altos padrões de experiências digitais estão sendo diariamente desafiadas a lutar contra possíveis pausas e incidentes na performance dos sistemas. A interrupção da oferta de uma aplicação, hoje, tem o potencial de deixar usuários e corporações inteiras longe do acesso a dados fundamentais para a geração de valor aos negócios e aos usuários finais.  

Por isso, para que as organizações inovem sem prejudicar a experiência do usuário, é preciso que as empresas da era digital adotem práticas de desenvolvimento e soluções modernas e inteligentes que ajudem a mitigar as ameaças, garantindo a real observabilidade sobre a performance das aplicações. É por meio dessa postura que os líderes poderão reduzir os riscos e os erros inesperados, além de melhorar a qualidade do código e aliviar a carga das equipes de DevOps. 

Isso é necessário, pois os ciclos de inovação ficaram mais rápidos e as demandas mais urgentes. Pesquisas recentes da Dynatrace indicam que as organizações esperam que a frequência de seus lançamentos de software aumente 58% até 2023. Mas muitas dessas companhias terão dificuldade em acompanhar este ritmo planejado, uma vez que as equipes de DevOps já lutam com as cargas de trabalho existentes.  

À medida que a complexidade de TI aumenta, as demandas de tempo das equipes de DevOps aumentam ainda mais. Até porque escrever códigos é apenas parte da batalha vivenciada diariamente por esses profissionais. Além dessa etapa, há testes manuais demorados, cadeias de configuração e integração de ferramentas cada vez mais fragmentadas e a explosão de dados resultante da mudança para a Nuvem. Todo esse conjunto de tarefas certamente adiciona atrito ao processo de desenvolvimento. 

Com tanto trabalho para fazer e sem recursos adicionais, a pressão sobre as equipes de DevOps pode forçá-las a sacrificar a qualidade do código. Como resultado, é mais provável que erros de codificação passem pela rede, prejudicando os serviços digitais e as experiências do usuário. Esse é um desafio importante porque mesmo as menores mudanças aplicadas são capazes de trazer riscos à performance do software (e da operação) como um todo.  

É preciso encontrar meios de medir os impactos e mudanças trazidas por cada atualização, em cada segundo, e de preferência em tempo real. Parece simples, mas a verdade é que pode ser bastante difícil entender o verdadeiro impacto de uma nova versão de software até que ela seja lançada. Pior ainda: muitas vezes é difícil reverter a alteração no caso de criar um problema e reverter para uma versão anterior e estável da aplicação. 

Grande parte desse desafio é criado pela complexidade dos ambientes multicloud atuais. Os serviços digitais são compostos por centenas de milhões de linhas de código e bilhões de dependências, abrangendo várias plataformas e diferentes tipos de infraestrutura. Essa interconectividade torna difícil para as equipes de DevOps entender as consequências das mudanças que fazem – por menores que possam parecer. 

Também há a sobrecarga de alerta, com as ferramentas de monitoramento em Nuvem capturando um volume, velocidade e variedade de dados que estão além da capacidade humana de gerenciar. Muitas vezes, é impossível para as equipes de DevOps encontrar rapidamente a única linha de código que desencadeou um problema. 

Para evitar que códigos de baixa qualidade cheguem à produção e garantir experiências de usuário perfeitas, as organizações precisam de uma abordagem mais inteligente para o desenvolvimento de software. Isso começa com a aplicação de automação contínua a tarefas repetíveis, o que libera as equipes de DevOps para trabalhar em atividades de maior valor.  

A combinação dessa observabilidade com AIOps – o uso de IA nas operações – pode levar esses insights a um passo adiante, priorizando automaticamente os problemas de acordo com seu impacto nos negócios. Isso permite que as equipes de DevOps identifiquem rapidamente os alertas mais urgentes e os resolvam, antes que os usuários enfrentem um problema. 

Melhorar as práticas de desenvolvimento por meio de AIOps, automação e observabilidade pode aliviar significativamente a pressão sobre as equipes de DevOps e ajudá-las a acompanhar o ritmo da transformação digital. À medida que as organizações continuam lançando software mais rapidamente, é cada vez mais importante integrar inteligência com insights contínuos e automáticos em todo o ambiente de serviços digitais. Somente assim será possível acelerar a transformação e oferecer experiências de software perfeitas, como o cliente quer.  

Por Fernando Mellone, Diretor de Vendas da Dynatrace Brasil 

*Imagem: Pexels


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