Futuro das cidades: o impacto do 5G na mobilidade urbana

Thiago Hidalgo
*Na foto: Thiago Hidalgo – Imagem: divulgação / Mobizap

O 5G ou quinta geração de conectividade móvel é uma tecnologia que pode revolucionar muitas áreas do Brasil e do mundo, se utilizada em toda sua potência e de maneira estratégica. Setores como saúde, agronomia, tecnologia, games e indústrias têm colhido e atingindo novos patamares com a frequência em questão, isso porque foi desenvolvida para fornecer velocidades de conexão muito mais rápidas e maior capacidade de tráfego de dados com menor latência, ou seja, um tempo de resposta ainda mais curto.  

A mobilidade urbana também tem se beneficiado dos recursos dessa inovação, pois auxilia na criação de uma infraestrutura de conectividade mais robusta e confiável. Segundo a Conexis Brasil Digital, o 5G atingiu, em apenas 11 meses de operação, mais de 10 milhões de usuários após o lançamento, enquanto o 4G levou 26 meses para conquistar o mesmo número. 

Com capacidade de rede significativamente maior, o 5G permite que uma variedade de dispositivos e sistemas de transporte se comuniquem de forma mais eficiente. Isso inclui carros autônomos, semáforos inteligentes, sistemas de transporte público e até mesmo a infraestrutura da cidade. Além disso, a tecnologia conta com conectividade ubíqua, que desempenha um papel fundamental na melhoria da mobilidade urbana. Por exemplo, os veículos autônomos dependem de conectividade para operar com segurança e o 5G possibilita comunicação em tempo real entre os veículos e a infraestrutura das regiões, o que torna as estradas mais seguras e eficientes. 

A International Data Corporation (IDC) divulgou uma pesquisa encomendada pelo Movimento Brasil Digital que indica que, até 2024, é esperado que a rede 5G movimente, em média, R$ 22,5 bilhões em negócios e R$ 2,5 bilhões devem vir de investimentos de empresas brasileiras.  

O 5G também impulsiona o desenvolvimento de sistemas de transporte mais inteligentes e eficientes, pois tem capacidade de processar enormes quantidades de dados em tempo real, o que faz com que as cidades possam implementar sistemas de gerenciamento de tráfego mais avançados. Diante desse cenário, exemplos que podem ser citados são os semáforos inteligentes, que ajustam tempos de sinalização com base no tráfego em tempo real, rotas de transporte público otimizadas automaticamente e autoridades de trânsito podendo responder rapidamente a eventos inesperados como acidentes ou congestionamentos. 

Os veículos autônomos são uma das aplicações mais notáveis do 5G na mobilidade urbana. Com uma conexão de alta velocidade e baixa latência, os carros dessa categoria recebem informações instantaneamente, o que permite tomadas de decisões rápidas e seguras.  

Embora o 5G tenha o potencial de transformar a mobilidade urbana, também enfrenta desafios. A privacidade e a segurança dos dados são preocupações críticas, especialmente no contexto de veículos autônomos que coletam e compartilham informações sensíveis. A implantação de infraestrutura 5G também exige investimentos substanciais e cooperação entre o setor público e privado. À medida que as cidades se tornam mais dependentes da conectividade 5G para a mobilidade, é importante garantir que a população tenha acesso a essa tecnologia, a fim de evitar as divisões digitais que sabemos que existem no país. 

O 5G desempenha um papel importante na mobilidade urbana, tornando os municípios mais inteligentes, eficientes e acessíveis. No entanto, para garantir que essa transformação seja bem-sucedida, é necessário corrigir e abordar todos os desafios relacionados à privacidade, segurança, investimentos e inclusão digital. Conforme a expansão da tecnologia, as metrópoles terão a oportunidade de criar ambientes urbanos mais sustentáveis e eficazes para todos. 

*Por Thiago Hidalgo, CEO do mobizap, aplicativo mobilidade urbana. 


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