Não desperdice seu dinheiro se seus dados são ruins

Gustavo Boyde é diretor de marketing da Twilio
Créditos: divulgação / Twilio

Uma das mais importantes considerações da atualidade quando falamos de novas tecnologias que emergem para revolucionar o mercado está na qualidade dos dados. Para bem utilizar novas tecnologias, ferramentas e estratégias, é preciso estruturar bem toda a informação que irá “alimentar” seu negócio.

Investir em novas tecnologias, implementar novos setores, gastar com marketing e publicidade, tudo isso é necessário, porém só realmente vale a pena, tem um ROI satisfatório, quando a qualidade dos dados que alimentarão essas ferramentas e estratégias é superior. A melhor tecnologia do mundo não cumpre o que promete se os dados que a alimentam são pobres, equivocados ou mal direcionados. Do contrário, se desperdiça investimentos que poderiam ser muito mais rentáveis.

Os dados são o passo número um de qualquer estratégia da atualidade, em qualquer negócio. Vale muito pensar nisso, já que estamos começando o ano, um novo trimestre e preparando o ano para rentabilizar mais. Dados de cliente, dos fornecedores e parceiros, do mercado etc., cada um tem seu papel.

Além disso, vale ressaltar que muitos investimentos novos são dedicados ao engajamento dos clientes, feito por meio de estratégias de personalização. Quando uma empresa fala que vai se focar em crescer, em seus negócios, é a isso a que ela se refere, a melhorar seu relacionamento com o cliente, a fim de poder vender mais para ele. O crescimento é o fruto desse trabalho.

Os clientes desejam (e estão dispostos a pagar por) uma personalização bem feita, e a chave para isso está nos dados. Em uma das pesquisas da Twilio (Growth Report 2023), descobrimos que os consumidores gastam mais quando as marcas personalizam as suas experiências, e dois terços (66%) dos consumidores também disseram que abandonariam uma marca se não recebessem uma experiência personalizada. 

Em época de fim do uso dos cookies de internet, como personalizar se não há dedicação à conquista de dados primários? Sem contar que os dados de terceiros, como os cookies, já atrasavam, e muito, as estratégias de engajamento. O cliente sente quando sua jornada é pensada para ele, e não para muitos.

Usando IA para garantir dados novo e aproveitando o que se tem

Os investimentos em IA são o novo passo das empresas. Porém uma IA também precisa ser alimentada com dados. A vantagem aqui é que ela pode ser usada para coletar mais dados por todos os canais de diálogo. Essa é uma maneira de conseguir um investimento que irá se retroalimentar de forma a obter um grande retorno. Apesar disso, para começar é bom olhar para dentro de casa. Com certeza, sua organização já tem muitos dados valiosos, e que podem servir de base inicial para uma IA. Exemplos disso são: registros de vendas, análises de tráfego da web, interações de atendimento/suporte ao cliente, dados de uso de aplicativos móveis, feedbacks do cliente, pesquisas etc.

Vale ressaltar que quanto mais canais você trabalhar, mais robusto será seu conjunto de dados. Um perfil coeso de cliente, permite uma personalização de nível superior.

Além dos dados

Para além dos dados, é preciso considerar algumas questões, como a privacidade, transparência e segurança. É vital manter a confiança do consumidor, e ser transparente sobre os modelos e dados do cliente usados na IA é um dos principais caminhos. O cliente se satisfaz em saber como as informações que cedeu são usadas a seu favor, sabendo que aquilo é respeitado.

*Gustavo Boyde é diretor de marketing na Twilio.


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