Bard: o novo chatbot de IA do Google

Bard: o novo chatbot de IA do Google
Imagem: Kai Wenzel / Unsplash

Conheça a nova tecnologia de chatbot de IA do Google para atender aos usuários dos EUA e Reino Unido, com mais países e idiomas em breve

Com o objetivo de fornecer uma experiência mais personalizada e eficiente aos seus usuários, o Google anunciou o Bard, um chatbot de IA que concorre com o ChatGPT. O novo chatbot de IA estará disponível para um número limitado de usuários nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, e outros países e idiomas serão disponibilizados ao longo do tempo, de acordo com executivos do Google.

Segundo o especialista em inteligência artificial e Web3, Luciano Mathias – CCO da TRIO, “o Google está implementando algumas barreiras para tentar garantir que as conversas entre os usuários e a IA não saiam do controle, como aconteceu com o Bing há algumas semanas atrás. A empresa disse que limitaria o número de trocas em um diálogo “para tentar manter as interações úteis e dentro do tópico”. No entanto, não limitaria o número de chats diários, disse um porta-voz.

Os benefícios do Bard são muito semelhantes aos de outras IAs generativas, e a vice-presidente do Google disse que o Bard pode aumentar a produtividade dos usuários, acelerar suas ideias e alimentar sua curiosidade. Os usuários podem pedir ao Bard dicas para alcançar seus objetivos, explicações simples de física quântica ou estímulos à criatividade. Agora é necessário acompanhar para entender quem vai vencer a “Corrida das IAs Generativas”. “

 

Abaixo, ele esclarece algumas dúvidas:

Quais são as principais diferenças entre o chatbot de IA do Google e o ChatGPT?

O ChatGPT usa o modelo de linguagem GPT-3 (Generative Pre-Trained Transformer), que é treinado a partir de textos na internet. O ChatGPT usa esse modelo de linguagem para elaborar as respostas de acordo com as consultas do usuário. O conteúdo popular gerado por IA para o ChatGPT pode incluir: código escrito, descrições de produtos, postagens de blog, rascunhos de e-mail, resumos de transcrições, reuniões e podcasts, explicações simples de tópicos complexos, resumos jurídicos, traduções, piadas e memes, postagens de mídias sociais, entre outras coisas.

O Bard extrai respostas da internet e usa o modelo de linguagem LaMDA (Language Model for Dialogue Applications) do Google. O Bard deve fornecer mais detalhes às perguntas do que às pesquisas do Google. A versão mais leve e segunda do LaMDA usa menos poder de computação, portanto, pode ser dimensionada para mais pessoas usarem e fornecerem feedback. Bard está atualmente em teste apenas nos EUA e no Reino Unido.

O principal objetivo do Bard é recuperar informações em uma resposta simples versus uma página de resultados de um mecanismo de busca, como assistentes digitais como Alexa e Siri, mas com links para os usuários coletarem mais informações. Bard também trabalhará como assistente pessoal e ajudará em tarefas como reservar férias, encontrar hospedagens e ajudar no planejamento de refeições, por exemplo.

Quais são os desafios enfrentados pelo Google ao desenvolver seu próprio chatbot de IA?

No dia 06 de fevereiro, o CEO do Google/Alphabet – Sundar Pichai, fez um post “A message from the CEO” no Google contando um pouco como eles reorientaram a empresa – 6 anos atrás para IA.

Google AI e DeepMind estão avançando de forma radical. O maior desafio no momento é a concorrência, o ChatGPT começou a ser desenvolvido na mesma época, mas não teve o cuidado de “segurar” o lançamento até aprimorar melhor as respostas, coisa que o Google quis fazer.

Tomando em conta que as IAs dobram de tamanho a cada 6 meses (eu ouvi dizer em 3.8 meses no SXSW) os LLM – Large Language Models, têm tomado as mídias de forma também exponencial. Se o Google não se mexesse rapidamente, poderia perder (será que já perdeu?) espaço para os novos protagonistas como o ChatGPT e o Bing (que utiliza o ChatGPT).

Pensando que a atualização do GPT-4 foi lançada na última semana, o Google provavelmente está sentindo uma necessidade de “correr”. Hoje existem diversas ferramentas de outras empresas surfando a onda de IA, em algum momento chegaremos na “Inteligência Artificial Geral” (AGI – Artificial General Intelligence), basta agora saber por qual empresa. 


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