Tecnologia

O futuro dos caixas eletrônicos e as agências bancárias digitais

À medida que a transformação digital avança, com novas soluções e serviços chegando gradualmente aos consumidores, oferecer soluções mais práticas e conectadas tem se tornado um ponto central para as mais diversas indústrias. A digitalização, contudo, também traz suas questões. Por exemplo: como o setor bancário, cada vez mais on-line, poderá se manter em contato com os clientes e ao mesmo tempo sustentar nossa sociedade ainda bastante dependente do dinheiro físico? 

Continua após o anúncio

É neste cenário que os caixas eletrônicos deverão ganhar espaço. Para isso, porém, é preciso que as instituições bancárias revejam seus planos e deixem de lado a ideia de que estes equipamentos são meros repositórios de notas. Ao contrário, é preciso enxergar os caixas automáticos como as verdadeiras agências bancárias do futuro, sendo este o elemento que permitirá unir a experiência digital e as necessidades físicas dos consumidores. 

Em outras palavras, os novos tempos exigem que as empresas literalmente levem os serviços financeiros até as pessoas, onde quer que elas estejam - dos shoppings centers e lojas de varejo a postos de gasolina -, sempre com acesso 24 horas por dia e sete dias por semana. 

Mas será que essa oferta de serviços não poderia ser feita por aplicativos e celulares? A resposta é não. Embora as transações on-line estejam crescendo, é fato que a circulação de dinheiro em espécie segue sendo bastante substancial para a economia como um todo – especialmente em países como o Brasil, onde a cultura de uso das notas segue muito forte. 

Isso fica evidente, por exemplo, ao analisarmos a pesquisa anual da FEBRABAN. Estes documentos indicam que, mesmo com o aumento do número de operações nos canais digitais, o número absoluto de transações nos?ATMs?continua sendo extremamente relevante no caso brasileiro, com estabilidade nos últimos cinco anos.?Ou seja, as pessoas continuam confiando nos ATMs para suas transações – depósitos, saques, extratos etc. 

Fora do Brasil, e mesmo em mercados mais maduros, como a Finlândia, pesquisas indicam que o volume de depósitos em caixas eletrônicos continua a crescer, tornando a gestão econômica uma das principais prioridades. Não parece ser o caso, portanto, de pensar em soluções que sejam excludentes entre si. Na verdade, o caminho nos mostra que o melhor cenário é fornecer um mix de opções mais flexível, combinando os dois lados dessa história. E, para isso, investir em um caixa eletrônico moderno é crucial. 

É a partir desses terminais que os clientes poderão ter acesso tanto aos serviços on-line como a transações mais específicas e pontuais, como saques ou depósitos de notas, moedas ou uma mistura de ambos de forma rápida e fácil, por exemplo. Ao oferecer opções mais flexíveis, com um caixa eletrônico inteligente, os bancos poderão expandir a presença de suas marcas no mundo real, criando verdadeiros centros de experiência aos consumidores (precisem eles de transações mais tradicionais ou um atendimento 100% virtual). 

Os benefícios de ter uma rede de ATMs de nova geração, porém, não ficam restritos à experiência dos consumidores. Investir nessas soluções também ajuda a garantir uma maneira mais econômica para os bancos, ampliando o nível de disponibilidade dos caixas eletrônicos e reduzindo os custos de manuseio de dinheiro. Como isso acontece? Por meio de tecnologias inteligentes, dentro das máquinas, que reforçam temas como a reciclagem de valores (com a contagem e utilização dos numerários na própria máquina) e de monitoramento seguro da operação (que analise, prevê e ajuda os técnicos na hora de possíveis manutenções ou reparos). 

À medida que a pressão continua a aumentar para que minimizem os custos operacionais, a possibilidade de melhorar a eficiência de back-end continua sendo a principal prioridade para os bancos. E isso é plenamente possível com terminais mais inteligentes, desenvolvidos para ajudar a tornar as operações mais fluidas, rápidas e econômicas. Com a ajuda das novas tecnologias e famílias de terminais de autoatendimento, as instituições financeiras certamente serão capazes de oferecer a seus consumidores processos mais efetivos e acessíveis. 

De forma prática, pensar nos caixas eletrônicos como agências bancárias, hoje, é colocar o cliente no centro das estratégias - tanto para bancos tradicionais quanto para as instituições totalmente virtuais. Com o foco das organizações cada vez mais centrado na experiência dos consumidores, contar com a inteligência, presença e segurança dos caixas eletrônicos pode ser a chave para se impulsionar a oferta desserviços diferenciados, com mais capilaridade geográfica e maior assertividade. Resta saber, apenas, quem entenderá que o atendimento dos novos tempos vai além dos aplicativos, mudando também a vida real. Essa a verdadeira questão que está em jogo e que os ATMs estão prontos para ajudar a resolver. 

Por Jean Carlo Bob, Diretor Comercial da Diebold Nixdorf Brasil 


Leia também
Confira as 10 tendências tecnológicas mais promissoras para 2023

Confira as 10 tendências tecnológicas mais promissoras para 2023

Nos últimos anos, as inovações tecnológicas têm proporcionado uma verdadeira revolução, que...

Indústria de telecomunicações se movimenta no ecossistema de 5G

Indústria de telecomunicações se movimenta no ecossistema de 5G

A tendência global de virtualização das redes de telecomunicações em tecnologia de 5G está impulsionando a...

Tecnologia deve ter o objetivo de escalar negócios

Tecnologia deve ter o objetivo de escalar negócios

Para que um negócio se desenvolva de forma plena, as empresas precisam reinventar se e aprimorar se de tempos em tempos. Nesse sentido, o uso...

Gartner prevê sete tecnologias disruptivas que afetarão as vendas até 2027

Gartner prevê sete tecnologias disruptivas que afetarão as vendas até 2027

O Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas, recomenda que os líderes de vendas trabalhem para reconhecer,...

Ver mais

Nenhum comentário no momento

Deixe um comentário