Geração Alpha: Eles ainda estão na escola — mas já estão mudando o futuro do trabalho
Geração Alpha já transforma o futuro do trabalho com perfil digital, crítico e orientado a propósito
Geração Alpha já transforma o futuro do trabalho com perfil digital, crítico e orientado a propósito

A Geração Alpha — pessoas nascidas a partir de 2010 — ainda está na escola ou nem começou a estudar, mas já exige mudança na forma como pensamos o mercado de trabalho. Eles são mais digitais, críticos e conectados com propósito do que qualquer geração anterior. Isso vai exigir das empresas uma nova perspectiva sobre o trabalho. O jeito tradicional de trabalhar e construir carreira não vai funcionar mais.
Segundo o McCrindle Research e o World Economic Forum, os Alphas vão chegar a 2,5 bilhões em poucos anos, e os primeiros já vão entrar no mercado ainda nesta década. “Quem investir agora em tecnologia, diversidade e ambientes que façam sentido para as pessoas vai estar na frente para atrair esses talentos”, diz Patrícia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, grupo detentor do Pandapé, software de recrutamento e seleção mais usado na América Latina.
Mas a Geração Alpha não é só uma turma expert em tecnologia. Eles têm pensamento crítico, inteligência emocional e muita criatividade — três características que vão ser essenciais para os negócios do futuro, que são cada vez mais rápidos e complexos.
Eles crescem imersos em inteligência artificial, automação e experiências digitais interativas. Por isso, esperam ambientes de trabalho que reflitam essa mesma lógica: dinâmicos, ágeis, personalizáveis — e, sobretudo, coerentes com seus valores. “Eles querem trabalhar em empresas que praticam o que pregam”, reforça Patrícia.
Propósito em primeiro lugar
“Para os Alphas, trabalhar não é só ganhar dinheiro — é uma forma de se expressar. Propósito, ética e impacto social são prioridades na hora de escolher onde querem estar. Eles buscam organizações que façam diferença para a sociedade, e não só para os acionistas”, explica a CHRO.
Se hoje 56% dos brasileiros já atuam em modelo híbrido, segundo a IDC, os Alphas irão além. Não basta escolher onde e quando trabalhar, eles também querem decidir o que fazer. Essa demanda por autonomia profunda desafia a lógica tradicional dos cargos e hierarquias. Eles não querem apenas um emprego: querem ter um papel que faça sentido.
Além disso, a carreira linear, já não faz sentido. Eles querem poder atuar em várias áreas ao mesmo tempo, participando de projetos diferentes e interagindo com pessoas distintas. Isso pede que as empresas vejam as pessoas pelo que sabem fazer, e não só pelo cargo que ocupam.
E o RH?
Para o RH, o desafio é grande: é preciso repensar como recrutar, desenvolver e avaliar profissionais. “Hoje precisamos de gente que se adapte rápido, que tenha domínio técnico, mas que também saiba lidar com gente e pensar criticamente”, comenta Patrícia.
Mas não dá para ignorar que o excesso de tecnologia também apresenta pontos de atenção: distração, cansaço mental… Por isso, os ambientes de trabalho precisam ser inovadores e seguros, e oferecer formas de aprendizado que realmente envolvam as pessoas. “A geração Alpha aprende a partir de experiências que prenda a atenção, que faça sentido”, completa a CHRO.
Eles já estão mudando o jeito de consumir, de se relacionar e, claro, a forma como aprendem. O próximo passo é o mercado de trabalho — que está logo ali. Quem quiser se manter competitivo precisa agir agora.
“Atrair e reter essa geração vai ser o maior desafio dos próximos anos e quem conseguir alcançar esse objetivo, terá um diferencial competitivo, para isso, é preciso mais do que discurso: exige ação real, empatia e reinvenção profunda das estruturas organizacionais”, finaliza Patrícia Suzuki.
Fonte: Redarbor Brasil