Redes sociais: você já mergulhou de vez nesse universo atraente?

Stephanie Friesen, jornalista e social media na Smartcom
Imagem: Divulgação / Stephanie Friesen / Smartcom

As redes sociais fazem a mediação entre as pessoas, propiciam novos contatos e promovem relações econômicas, com um comércio pujante por meio da internet. O Brasil é o terceiro maior consumidor de social media do mundo, sendo o 1° lugar na América Latina, segundo dados da Comscore de 2023. E o bacana de tudo isso é a possibilidade de sabermos quais são as plataformas preferidas pelos brasileiros: Youtube, Facebook e Instagram, nessa ordem. Nesse universo, compreender as tendências das redes é o que definirá a medida do seu sucesso na experiência com clientes e empresas do mercado.

Uma tendência forte disso tudo é que cada vez mais as redes sociais estão voltadas para a geração de conteúdo original e confiável.  Com o tom de voz adequado ao objetivo, por exemplo, nos aproximamos do nosso público e estabelecemos conexão com ele.

Marcas, influenciadores e pessoas estão ligadas e bastante comprometidas em investir em storytelling para humanizar a comunicação como forma de apresentar histórias e informações personalizadas a seus seguidores. Entender o que as pessoas querem e trazer soluções é uma estratégia, portanto, super em voga, especialmente, empreendidas pelo marketing das empresas.

Sabemos que o Instagram é uma rede em expansão no momento, e, por isso, seus formatos de carrossel e vídeos ganham grandes investimentos, tanto de atenção, quanto financeiro e de desenvolvimento. O vigor dessas formas de mídia está na visualidade, porque trabalham o texto de forma interativa e icônica. Afinal, quem aí não curte deslizar para o lado as imagens, buscando respostas e surpresas?

A mesma lógica é notável no Linkedin, a rede social profissional e corporativa que tem apresentado evolução nos seus índices de crescimento. Tanto é que fotos das pessoas trabalhando ou em confraternização nos seus ambientes profissionais geram muito engajamento, evidenciando o valor que os “bastidores” têm na preferência do público. Isso significa valorizar, para além do que a marca faz, o que a marca é na realidade, no seu cotidiano.

Nas redes sociais, encontramos muitas fontes de inspiração

As gerações da internet não assistiram tanto televisão quando gerações passadas e isso explica o porquê das redes sociais serem um universo de fontes de inspiração que se retroalimenta. E o que isso quer dizer? Que são um verdadeiro caldeirão criativo e informacional. Estou nos meus 20 e poucos anos e até ouvi rádio quando criança, mas TV realmente nunca foi o meu forte e não tem sido assim para muita gente.

É nessa medida que se faz tão essencial que as empresas, como as de comunicação, tenham seus perfis super atualizados nas redes sociais. Atualmente, os usuários mais interessados  buscam se informar no online, usam o botão “Saiba mais” para aprofundamentos e se espalham em perfis nas mais criativas plataformas.

Tal realidade é um reflexo da chamada capacidade de atenção reduzida, que se atualiza de forma rápida, objetiva e sem perda de tempo enquanto estão acontecendo milhares de outras coisas. Quem quer se aprofundar, consegue isso facilmente, clicando no link de uma bio. Google, TikTok e Instagram se transformaram, sim, em fontes de informações, junto à atuação de jornalistas e influenciadores, demonstrando a centralidade dos vídeos nas novas plataformas.

Não podemos esquecer do uso da Inteligência Artificial nesse escopo, ela existe, não adianta negarmos sua utilidade ou fazer a sua demonização – cada vez mais vai ser utilizada no futuro. Mas jornalistas, enquanto produtores de conteúdo, têm uma grande responsabilidade nesse contexto. Temos que saber explorar essa tecnologia e mostrar ao público como ela está sendo usada, em quais momentos ela é bem-vinda e quando não é. Contudo, não adianta fugir da IA, porque ela está em todo o lugar. É necessário ter uma educação para uso das redes sociais e ver em que medida a IA é aliada – afinal, ela não consegue ter a compreensão refinada em uma série de questões humanas e da própria criatividade. O que importa na rede é o humano falando para outro humano.

No meu trabalho, lido com diferentes clientes e peculiaridades em um mix que me permite desafios muito legais, fazendo com que evolua propondo soluções sob pontos de vista diferenciados. Ter uma sinergia com a equipe ajuda em todo esse processo. Por isso, posso dizer que trabalhar com redes sociais estimula  a minha criatividade e também a flexibilidade e capacidade de contornar situações delicadas – de atualização de algoritmos a uma adaptação de texto necessária, passando pela visão de negócio relevante de quem atendemos. Isso é maturidade e resulta de um universo interativo, disruptivo e cada vez mais atraente.

*Por Stephanie Friesen, jornalista e social media na Smartcom 

*Fonte: Smartcom 

 


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