Modelar o negócio primeiro. Usar a tecnologia blockchain depois.

Tecnologia de blockchain
Imagem: McLittle / Canva

Sempre defendi que o mercado precisa de maturidade para adotar modelos econômicos descentralizados baseados na tecnologia blockchain. A usabilidade ainda é um grande desafio na oferta de soluções simples que utilizem blockchain, criptoativos ou ativos tokenizados como serviço.

É preciso discutir modelos de negócio primeiro, antes de oferecer uma solução “da moda” para clientes e parceiros. Na Blockchain One, por exemplo, levamos mais de 3 anos para validar o DocStone, entre publicação de artigos científicos de impacto até testes de viabilidade técnica. Hoje, podemos dizer que oferecemos uma curadoria para negócios descentralizados, e que a partir dela, temos um framework que pode agregar valor a serviços pensados para Web 3.

Sim, a Web 3 é uma realidade. A web descentralizada, na qual os usuários são incentivados a controlar e possuir seus próprios dados ao invés de confiar somente nas empresas de tecnologia. Isso é possível graças à tecnologia blockchain.

Contudo, a importância de modelar o negócio primeiro é fundamental para evitar desgaste econômico e desilusão antecipada. Não é uma tarefa de um único perfil profissional, mas, de um time multidisciplinar. Envolve economia, tecnologia, inovação, sustentabilidade, filosofia, arquitetura, antropologia, cultura, ciências contábeis, finanças, educação entre outros aspectos que foge o “mainstream” da computação.

Existem muitas bolhas emergentes nesse entorno: cripto, NFT, Metaverso, DeFi e companhia. E as empresas ou iniciativas que estão investindo pesado na pesquisa e desenvolvimento de soluções baseadas em blockchain estão atentas: precisam maturar modelos econômicos para os projetos dos seus clientes antes de simplesmente propor uma tecnologia que resolva tudo com blockchain.

Para furar bem uma bolha “blockchainers”, os atores econômicos que estão no seu entorno, em particular os clientes, precisam entender que não é simples implementar uma solução da baseada em blockchain como se fosse um software modelar, de encaixe. Requer maturidade para perceber o potencial do mercado e das tendências que serão possíveis com essa tecnologia: Real Digital, escassez digital, frações de riqueza tokenizada, identidades únicas globais e imutáveis, inteligência artificial para compra e venda de ações tokenizadas, proteção global de direitos autorais sem intermediários, contratos inteligentes e autoexecutáveis, cartórios descentralizados e espaços comerciais no metaverso.

O mercado precisa discutir primeiro sua capacidade e sensibilidade sobre a adoção dessas tendências como suporte para futuros serviços digitais. Todos são muito possíveis, mas requer entendimento e clareza para que os atores econômicos mantenham sua capacidade de investimento.

O jogo segue.

*Por Alan Kardec, COO da Blockchain One


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