Cidades inteligentes já são realidade, mas é necessário investir em capacitação de profissionais e tecnologia

Cidades inteligentes
Imagem: Freepik

Um dos movimentos mais recentes do avanço tecnológico no Brasil é o investimento no que chamamos de cidades inteligentes. As smart cities nada mais são do que municípios que se modernizam e criam ecossistemas com soluções capazes de torná-los cada vez mais integrados por meio da tecnologia, resultando em ambientes mais eficientes, econômicos e sustentáveis a fim de possibilitar uma atuação mais rápida e assertiva por parte dos órgãos públicos, principalmente no que diz respeito às necessidades básicas da população, como segurança, mobilidade urbana e saneamento básico, por exemplo.

Para se ter uma ideia de como esse conceito já está implementado no Brasil, o país já conta com cerca de 30 cidades inteligentes, segundo um ranking feito pela Connected Smart Cities, sendo as cinco primeiras da lista São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Vitória (ES). São municípios que se enquadram em critérios como o alcance do saneamento básico, o bom funcionamento de serviços de saúde e até a cobertura de internet banda larga e sinal 4G e 5G. Entretanto, várias outras questões influenciam na construção de uma cidade inteligente.

Projetos de infraestrutura, que vão desde a construção e melhoramento de portos e aeroportos até um investimento em canais de esgoto, mobilidade urbana, avanço da construção civil e reformulações mais assertivas de planos diretores que afetam todo o campo, entre outros, fazem parte do pacote de setores que compõem um município tecnologicamente mais avançado e eficiente. Estações de metrô que atendem um território extenso, ciclovias em mais áreas da cidade e até sistemas de iluminação pública sustentável e semáforos inteligentes estão entre as obras mais comuns e que as pessoas podem não associar com a construção das smart cities, mesmo sendo itens essenciais.

Para isso, é necessário avançarmos na capacitação constante e aprimoramento técnico de profissionais como topógrafos, cartógrafos, geólogos, engenheiros agrimensores, civis e elétricos, além de muitos outros trabalhadores de segmentos que compõem toda a cadeia necessária para a concepção desses projetos. Além disso, é preciso investir em tecnologia para assegurar que os aportes feitos em cidades inteligentes sejam assertivos e tenham o resultado esperado em melhor qualidade de vida à população.

Os municípios classificados como inteligentes não se limitam apenas às transformações tecnológicas aplicadas em determinados locais ou a construções mais novas do que as que já estavam lá, mas também contribuem para a empregabilidade de mão de obra qualificada e é assim que se tornará possível, com o tempo, termos cidades cada vez mais sustentáveis, tecnológicas e integradas.

*Por Fernanda Braga, gerente administrativa da APAT – Associação de Profissionais de Agrimensura e Topografia


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