Cibersegurança

IA refinando os ataques cibernéticos em 2026

Publicado por: Carlos Lima
Ilustração representando um ataque cibernético impulsionado por Inteligência Artificial, com elementos de segurança digital, criptografia e proteção de dados.
(Imagem: Falando Tech)

Enquanto o mercado corporativo prioriza investimentos em criptografia e sistemas defensivos, o cibercrime desloca sua estratégia para a exploração da conveniência e do erro humano. Com a Inteligência Artificial consolidada como o principal vetor de transformação no setor para este ano, conforme aponta o relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, o principal ponto de atenção continua sendo a falha humana. A Nava, empresa líder em tecnologia e estratégia de negócios, revela um diagnóstico estratégico sobre o setor. 

Por meio de sua vertical de Cibersegurança, a companhia identifica quatro técnicas recorrentes no modus operandi de grupos criminosos contra setores críticos, como varejo e instituições financeiras. Com apoio de IA, os adversários vêm refinando a engenharia social e ampliando a precisão dessas investidas.

1 – Troca de chip (SIM swap): A troca indevida do chip ou a ativação fraudulenta da linha em outro SIM pode comprometer o acesso com o MFA baseado em SMS. Fragilidades nos processos das operadoras, somadas à manutenção do SMS como fallback tornam esse método um vetor recorrente de comprometimento de contas e sistemas críticos.

2 – Dispositivos desconhecidos (shadow devices): A instalação de dispositivos como MikroTik ou Raspberry Pi em ambientes de acesso público, como lojas, agências e áreas de atendimento ou em espaços corporativos compartilhados por funcionários e visitantes, cria túneis persistentes. Sem controle de acesso à rede (NAC) e inspeção ativa, esses itens operam como pontos de pivoting silenciosos.

3 – Cooptação de colaboradores: O público interno é o vetor mais subestimado pelas empresas quando o assunto é cibersegurança. Por incentivo financeiro ou coação, podem ser levados a instalar softwares ou compartilhar credenciais, facilitando o acesso externo com os privilégios cedidos e permitindo que criminosos contornem barreiras físicas e digitais.

4 – Engenharia social via falso suporte de TI: Criminosos se passam por profissionais de suporte para convencer colaboradores a conceder acesso remoto, explorando a baixa conscientização dos profissionais, fragilidades nas políticas e nos procedimentos de suporte ao usuário.

De acordo com Carlos Afonso, Vice-Presidente de Operações de Cibersegurança da Nava, o cenário atual revela uma inversão perigosa de prioridades. “O atacante não tenta derrubar o muro, mas caminha pela porta da frente, usando a identidade de quem deveria proteger a entrada. A combinação de técnicas conhecidas com fragilidades em processos e autenticação mantém alta taxa de sucesso e continua colocando as pessoas no centro dos ataques”, afirma.

Para Afonso, o amadurecimento da ciberdefesa exige uma abordagem de preparação: estabelecer processos robustos de acesso remoto e suporte, com ferramentas previamente definidas e critérios rígidos de segurança; adotar mecanismos de MFA resistentes a phishing, reduzindo a dependência do SMS; e manter controles para identificar ferramentas e dispositivos não autorizados. Quando o suporte remoto não puder ser realizado dentro dessas condições, a manutenção deve ocorrer presencialmente, em ambiente controlado.

Fonte: Nava

Publicado por: Carlos Lima

Entusiasta de tecnologia e programador há 15 anos, Carlos Lima cria conteúdo desde que fundou o Falando Tech, em 2015. Ele é apaixonado por ler livros de tecnologia, assistir a filmes de ficção científica e documentários, além de ter grande interesse por games, eletrônicos e apps.